No depoimento, Cristiano também acusou o sócio de Flávio Bolsonaro na loja, Alexandre Santini, de intimidar sua mulher — Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

Por O Antagonista — O Jornal Nacional teve acesso ao depoimento de Cristiano Corrêa Silva, ex-dono da loja de chocolates no Rio que hoje pertence a Flávio Bolsonaro, na investigação do Ministério Público sobre a rachadinha na Alerj.

Cristiano, que continuou sendo dono de uma loja da Kopenhagen, soube por clientes, no Natal de 2016, que a loja de Flávio vendia produtos abaixo da tabela da empresa –por exemplo, um panetone que na nota fiscal saía por R$ 100 era vendido, na verdade, por R$ 80. Ele informou a infração à matriz.

Ouvida pelo JN, a Kopenhagen confirmou a infração e disse que a loja do filho 01 de Jair Bolsonaro foi advertida e multada.

No depoimento, Cristiano também acusou o sócio de Flávio Bolsonaro na loja, Alexandre Santini, de intimidar sua mulher, mandando ameaças por e-mail, depois da denúncia à matriz da Kopenhagen.

Para o MP, o depoimento reforça a hipótese de que a loja era usada para lavar parte dos recursos desviados pelo esquema de rachadinha na Alerj, na época em que Flávio dava expediente como deputado estadual.

Em resposta, o senador acusou os promotores do Ministério Público do Rio de tentar atacar a sua imagem pública.