Biofarmacêutica AstraZeneca pretende entregar seu produto, sem lucro, antes do fim do ano — Foto: AFP/Arquivos

Por Correio Braziliense — Com resultados encorajadores nas etapas preliminares, a futura vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca, deverá ser entregue “antes do fim do ano”, estimou Pascal Soriot, diretor-geral da biofarmacêutica anglo-sueca.

De acordo com ele, a empresa está disposta a abrir mão de ganhos financeiros, ao contrário da Pfizer e da Moderna, que também estão em fase avançada de pesquisas. A vacina britânica está sendo testada no Brasil.

“Nosso objetivo é fornecer a vacina para o mundo inteiro. Temos uma meta que também é fazer isso sem lucro, ou seja, entregaremos a vacina a preço de custo em todo o mundo”, disse Pascal Soriot. Segundo o dirigente da AstraZeneca, o valor desse ônus deve ficar em torno de 2,5 euros por unidade, o equivalente a R$ 14,92. O grupo americano Johnson & Johnson espera fazer o mesmo.

Os laboratórios norte-americanos Pfizer, Merck e Moderna, no entanto, não vão abrir mão de seus lucros. Durante audiência, nesta terça-feira, no Congresso dos Estados Unidos, as três empresas ressaltaram que, se conseguirem obter uma vacina contra o novo coronavírus, não vão comercializá-la a preço de custo.