Fachada do prédio da B3, a bolsa brasileira, no Centro de São Paulo — Foto: Rahel Patrasso/Reuters

Por G1 — O mercado financeiro local reagiu mal ao avanço da epidemia de coronavírus na reabertura dos negócios após o carnaval. Nesta quarta-feira (26), o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, registrou a maior queda desde 18 de maio de 2017, quando os agentes repercutiram a divulgação das conversas do ex-presidente Michel Temer com o dono da JBS. O dólar atingiu o patamar de R$ 4,44 pela primeira vez.

Ao longo desta semana, as principais bolsas sofreram diante da disseminação do vírus, com a Ásia registrando centenas de novos casos, enquanto os Estados Unidos alertaram para a possibilidade de uma pandemia. Nesta quarta-feira, o ministério da Saúde confirmou o primeiro caso no Brasil. A principal preocupação é que o coronavírus impacte o desempenho da atividade global.

O Ibovespa recuou 7%, a 105.718 pontos. Veja mais cotações. Em 18 de maio, no dia seguinte à divulgação das gravações, a bolsa recuou 8,8%, de acordo com dados da Economatica.

No acumulado do mês, a bolsa tem queda acumulada de 7,07%. Em 2020, o recuo é de 8,58%.

Segundo a Reuters, a Levante Investimentos considerou provável que o mercado demore semanas para retornar aos níveis anteriores ao carnaval.

“No entanto, é preciso diferenciar o efeito prático do coronavírus do pânico que ele pode provocar em alguns segmentos do mercado”, afirmaram analistas da Levante.