Ações propostas pelo projeto estão contribuindo absolutamente para o enfrentamento das mudanças climáticas — Foto: João Vital

“Na nossa vida, sempre contamos somente com Deus e com a sorte. Não tínhamos qualquer expectativa de como seriam os tempos de enfrentamento de seca. Hoje, depois da chegada do Projeto Piloto de Combate à Desertificação, sabemos que temos suporte forrageiro com a palma que foi plantada. Áreas que antes eram degradadas estão sendo reflorestadas com plantas nativas, a vegetação vem sendo recuperada com cercas vivas, e o bem mais precioso que é a água, chegou à nossa terra. Essa água que bebemos, que fazemos a comida que nos alimenta diariamente e que damos aos nossos animais. Agora estamos prontos para combater qualquer escassez semelhante às que já passamos”. Esse é o depoimento de José Frankney, presidente da Associação Rural de Boqueirãozinho e Galo Branco, no município de Equador, sobre os benefícios deste Projeto Piloto.

Ele é um dos mais de 200 beneficiários das ações promovidas pelo Governo do RN, com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial, para a redução e mitigação dos efeitos da degradação em uma grande frente de combate à aridez da região Seridó. Nestas execuções, estão sendo investidos R$ 2,4 milhões, transferindo recursos não reembolsáveis para nove associações dos municípios de Carnaúba dos Dantas, Parelhas e Equador, núcleo da desertificação.

Em sua propriedade, Frankney recebeu a implantação de sistema agroflorestal, o reflorestamento de áreas degradadas, a perfuração de poço e a instalação de cercas vivas de cactáceas. Essas são apenas algumas das iniciativas que formam o Piloto de Combate à Desertificação do Seridó. De acordo com as necessidades e peculiaridades dos locais a serem beneficiados, as ações ainda podem vir por meio de barragens subterrâneas, biodigestores, obras de contenção de solos, sistemas de reuso de águas (cinzas e negras), manejo agroflorestal, cisternas de placas e viveiro de mudas.

“Com estas resoluções que estão diretamente ligadas à promoção e incremento da cobertura vegetal, por meio da adoção de práticas de manejo sustentável da Caatinga, com técnicas de conservação do solo e implantação de sistemas agroflorestais, além daquelas voltadas à segurança hídrica e alimentar, estamos criando referências e experiências agrícolas a serem aplicadas não apenas nessas comunidades, mas nas demais regiões do Semiárido norte-rio-grandense”, disse o disse o secretário de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro – que também é autor do Plano e da Lei de Combate e Prevenção à Desertificação no RN –, comemorando os bons resultados deste projeto, que marcam esta segunda-feira (17), quando é celebrado o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.

Ações propostas pelo projeto estão contribuindo absolutamente para o enfrentamento das mudanças climáticas, resultando no aquecimento global e efeito estufa, tão comentados e que trazem preocupações para com o planeta.