O parlamentar também falou sobre a polêmica dos elevados custos das passagens áreas para o RN — Foto: Divulgação

O deputado federal João Maia esteve na manhã desta segunda-feira (1º) na Rádio 96 FM, em Natal, dando entrevista para o jornalista Diógenes Dantas, no Jornal 96. O parlamentar falou sobre a polêmica dos elevados custos das passagens áreas para o RN; o desemprego no País; a Reforma da Previdência e o que o Estado precisa para voltar ao desenvolvimento.

João Maia, que também é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara, foi indagado sobre o custo das passagens áreas para RN ser mais alto que para outros Estados e foi enfático: “Acho que a redução do ICMS para o querosene da aviação foi mal amarrada. É preciso ver que incentivo fiscal foi esse que nós demos e que, ao invés de ganhar a gente perdeu. As passagens ficaram mais caras”, questionou.

Em relação a Reforma da Previdência, o deputado argumentou: “O PIB brasileiro está 5% menor que o PIB de cinco anos atrás e a população continua crescendo. É evidente que se precisa fazer alguma coisa. Outro problema é a receita do Governo Federal que é gasta com juros, previdência e sustentação da própria máquina, sobrando apenas 10% de todas as receitas para servir para Saúde, Segurança, Educação, ao povo. O povo não está tendo direito a nada. Nem ao emprego”, declarou. E continuou: “Política só tem a boa e a ruim. A boa é favor do povo. A ruim é a favor dos privilégios. Nós temos que diferenciar o que é bom para o povo. É preciso pesar isso na balança e fazer algo para mudar essa realidade”.

Sobre a atual situação do RN, João Maia disse: “O RN deixou de ser prioridade para a Petrobras. O Estado deve passar o petróleo e gás que temos, que Deus colocou aqui e que a empresa explora, nas mãos de quem queira investir, gerar emprego e renda”. João Maia chamou atenção para as riquezas que o RN têm, como: turismo, fruticultura, petróleo, gás, pesca e mineração. Temos de fazer um mutirão com representantes do Governo do Estado, do Congresso Nacional, dos empresários, das federações e vamos pegar o potencial que nós temos no RN e transformar em geração de emprego”, disse.