Para chegar aos pontos, Ágatha mantinha uma rotina de 6 a 7 horas de estudos por dia — Foto: Reprodução/TV Ponta Negra

A jovem Ágatha Helen Mafra de Assis, de 20 anos, alcançou uma das maiores notas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2019. Com 932,45 pontos no boletim, ela garantiu o primeiro lugar do curso de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A estudante não precisará sair da cidade para realizar o sonho de ser médica, ela se inscreveu no Campus Caicó – um dos quatro campi da UFRN no interior.

Para chegar aos 932,45 pontos que a colocaram em primeiro lugar, Ágatha mantinha uma rotina de 6 a 7 horas de estudos por dia, entre leituras em casa e aulas em um cursinho preparatório, mas ressalta “sempre tinha momentos de distração, não deixava de sair no fim de semana”. Essa foi a quarta tentativa da jovem de ingressar em medicina na UFRN. Nas outras edições, ela até atingiu nota suficiente para entrar em outros cursos, mas decidiu não assumir vaga em nenhuma instituição para seguir em busca do sonho.

Ágatha Helen Mafra de Assis comemora aprovação — Foto: Cedida

“É uma sensação maravilhosa. Não sei nem mensurar o que estou sentindo agora. Também quero dizer às pessoas que ainda estão tentando que não desistam de seguir esse sonho de conseguir passar no curso desejado. É uma trajetória muito difícil, mas tudo é recompensado no final”, disse a futura estudante de medicina da UFRN.

A nota da caicoense teve um acréscimo de 20%, devido ao bônus concedido pelo Sisu aos candidatos que concluíram o Ensino Fundamental e cursaram todo o Ensino Médio em escolas regulares presenciais nas microrregiões potiguares Seridó Ocidental, Seridó Oriental, Agreste, Angicos, Serra de Santana, Vale do Açu ou Borborema Potiguar.

O Campus de Caicó da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) teve a maior nota de corte do país para o curso de medicina; 901,50 (com bônus de 20%). Em 2018 a maior nota de corte para ingressar em medicina foi de 881,76 pontos, também registrada no Campus Caicó da UFRN.

Fonte: OP9