Helder derrotou Márcio Miranda, do DEM, na disputa do segundo turno (Foto: Vera Oliveira)

G1 PA – Helder Barbalho, do MDB, foi eleito neste domingo (28) governador do estado do Pará. Ele derrotou nas urnas Márcio Miranda, do DEM, com quem disputou o segundo turno das eleições. O resultado só foi confirmado com 92% das urnas apuradas, por volta das 18h50. A apuração encerrou por volta de 22h30, quando Helder alcançou 55,43% dos votos (2.068.319 votos); e Márcio Miranda, 44,57% (1.663.045 votos) .

Helder Barbalho tem 39 anos. Ele nasceu na capital Belém, no dia 18 de maio de 1979, filho de Jader Barbalho e Elcione Barbalho, ambos políticos pelo MDB. Formou-se em administração pela Universidade da Amazônia (Unama).

Helder estreou na política como vereador de Ananindeua, região metropolitana de Belém, em 2000. Dois anos depois, em 2002, elegeu-se deputado estadual. Nas eleições de 2004, foi eleito prefeito de Ananindeua. Em 2008, foi reeleito com 50% dos votos. Em 2014, candidatou-se ao cargo de governador do Pará, mas foi derrotado por Simão Jatene, do PSD.

Em dezembro de 2014, durante o segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), Helder foi ministro da Pesca e Agricultura. No mesmo ano, p ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito sobre o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB-PA). Ele é suspeito de receber R$ 1,5 milhão não contabilizado durante sua campanha ao governo do Pará em 2014. O senador Paulo Rocha (PT-PA) também é citado no mesmo inquérito.

O pedido faz parte de investigações pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Segundo o Ministério Público, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira relatam que Barbalho recebeu R$ 1,5 milhão durante sua campanha ao governo do Pará em 2014, pago em três parcelas. A Odebrecht desejava atuar como concessionária da área de saneamento básico no estado.

O próprio Barbalho, Rocha e o prefeito de Marabá, João Salame (PROS-PA), teriam solicitado o dinheiro, repassado através do Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht. O então candidato era conhecido pelo apelido de “Cavanhaque”.

Em nota, o ministro nega que tenha cometido ilegalidades. “Todos os recursos que recebeu como doações para sua campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao TRE-PA, que aprovou todas as suas contas”, afirma.

Após a extinção do Ministério da Pesca, por meio da reforma ministerial, ele assumiu como ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos. Helder pediu demissão da secretaria em 20 de abril de 2016. Em seguida, foi nomeado ministro da Integração Nacional pelo presidente Michel Temer (MDB).