Polícia conseguiu elucidar morte do PM em abril (Foto: Reprodução)

Uma operação denominada Ex-Tunc conduzida pela Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) que apurou a atuação de um grupo criminoso que agia no tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio, em conjunto com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), resultou na elucidação e no cumprimento de mandados de prisões contra três homens que são suspeitos de terem participado do latrocínio do cabo da Polícia Militar Dioclécio Ferreira de Lima Júnior, 40 anos. O policial militar foi morto no dia 4 de abril de 2018, após ter reagido a um assalto, que foi efetivado quando ele estava em frente a um banco, localizado à avenida Capitão-Mor Gouveia, em Natal.

Foram indiciados pelo latrocínio Marciano Pinheiro da Silva, vulgo Lacrau, 33 anos; Yan Gabriel Nascimento de Souza, 18 anos e João Henrique Santos, 20 anos. A Polícia Civil descobriu que o homem que efetuou os disparos fatais contra o policial militar foi Jose Wellington Costa de Sousa Junior, vulgo Aranha, que morreu no dia 29 de abril, durante um confronto com policiais civis que tentavam evitar um roubo contra um restaurante, localizado no bairro do Alecrim.

A equipe da Defur fez parte da elucidação do latrocínio, porque já havia um procedimento investigativo na Especializada sobre a atuação de um grupo de criminosos, que estava efetivando crimes como o tráfico de drogas e roubos. No dia 22 de maio, a Defur havia conseguido elucidar um roubo contra um supermercado acontecido em dezembro de 2017, na Zona Norte. Devido à tal investigação, Marciano Pinheiro da Silva, considerado líder do grupo, já havia sido preso. “O nome da Operação Ex-Tunc faz uma alusão a um termo usado no campo do Direito para se referir a atos do presente, que possuem ligação com o passado”, afirmou o delegado da Defur, Cláudio Henrique.

“Com a continuidade das investigações, nós fomos descobrindo que o grupo tinha efetivado outros crimes e conseguimos revelar que Marciano Pinheiro teria sido o homem que montou o roubo contra o policial militar. Ele sabia que o cabo realizava depósitos no banco, com uma rotina fixa e montou todo o esquema criminoso”, afirmou o delegado da Defur, Cláudio Henrique.

O delegado da DHPP, Ernani Júnior, detalhou que no dia do crime Yan Gabriel Nascimento era o piloto da motocicleta que levou José Wellington até próximo ao banco e que deu fuga. No momento da ação, houve uma luta corporal entre o policial Dioclécio e o criminoso disparou contra o cabo da Polícia Militar. Após o crime, a dupla deixou a motocicleta aos cuidados de João Henrique Santos, o qual recebeu o valor de R$ 500,00 para guardar a motocicleta por cerca de duas horas, no bairro Bom Pastor. Em depoimento à Polícia Civil, João Henrique afirmou que o crime foi planejado um tempo antes, mas que não sabia que o alvo do crime havia sido um policial militar.