O deputado Jair Bolsonaro (RJ) foi a Miami (EUA) neste fim de semana (Reprodução/Ailton de Freitas/Agência Câmara)
Pré-candidato à Presidência da República pelo PSC, o deputado Jair Bolsonaro (RJ) foi a Miami (EUA) neste fim de semana para dar uns tiros. Literalmente. Exatamente uma semana após o maior massacre da história daquele país – quando um atirador disparou rajadas de metralhadora de um hotel e matou quase 60 pessoas em um show, em Las Vegas –, Bolsonaro interrompe uma seção de disparos com uma pistola .50 para sugerir o uso da arma no Brasil, por policiais. Para o parlamentar, os agentes brasileiros, em vez de atirar diversas vezes para se defender e abater bandidos, devem fazê-lo com “um tiro só” – referência ao alto poder de fogo da pistola.

“Para nós evitarmos aquele problema do policial civil ou militar, PRF [Polícia Rodoviária Federal] ao abater o inimigo, que estava atirando nele, e ser condenado por excesso por ter dado mais de dois tiros, quem sabe no futuro a gente possa colocar essa arma para ser usada no Brasil? É um tiro só”, diz o deputado, sugerindo que criminosos com arma de fogo sejam mortos em ações policiais.

“Um saco de cimento no peito do bandido. Acabou a história”, acrescenta Bolsonaro, um dos deputados da “bancada da bala” que não precisam ser financiados pela indústria armamentista para defender os interesses desse negócio.

“O [deputado Jair] Bolsonaro, por exemplo, nem precisa receber doação de campanha, porque ele faz [a defesa de interesses da indústria das armas] por ideologia”, disse ao Congresso em Foco, durante as discussões sobre o Estatuto do Desarmamento, o cientista político e professor de Relações Internacionais Marcelo Fragano Baird, coordenador de projeto do Instituto Sou da Paz para a área de Sistemas de Justiça e Segurança Pública.

Fonte: Congresso em Foco