Estudo foi feito pela Confederação Nacional do Transporte (Foto: José Aldenir/Agora Imagens)

O estudo “Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura”, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), elegeu do km 93,4 ao 103,4, em Parnamirim, na posição 68 entre os 100 trechos campeões em acidentes fatais no País.

O líder absoluto nessa relação é um trecho de 1º km da mesma BR-101 em Guarapari, no Espírito Santos, onde 14 acidentes no ano passado produziram 21 mortes.

No caso do trecho da BR 101, em Parnamirim, os 104 acidentes registrados no ano passado produziram seis mortes, fechando estatisticamente o número de 5,8 mortes para cada 100 acidentes.

O estudo da Confederação Nacional do Transporte concluiu que as deficiências estruturais das rodovias, especialmente de sinalização, são determinantes para o aumento e a gravidade dos acidentes, podendo até dobrar o número de fatalidades graves em comparação com estradas adequadas.

O levantamento avaliou 41.719 quilômetros de 141 rodovias federais pavimentadas e relacionou com os 43.728 acidentes com vítimas e 4.740 mortos registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nessas rodovias, para estabelecer uma comparação entre a qualidade da infraestrutura rodoviária e o número acidentes.

O resultado revelou que, nos trechos com deficiência de sinalização, o índice de gravidade pode mais do que dobrar se comparados aos trechos com condições consideradas adequadas.

Em 2017, o País investiu R$ 7,9 bilhões na infraestrutura, valor considerado insuficiente para resolver os problemas das rodovias.

Segundo a CNT, seria necessário aumentar os investimentos em manutenção, na adequação das vias, na sinalização e na construção. Também seria preciso ampliar e tornar mais eficiente a fiscalização ao longo da malha e capacitar melhor os condutores.