Esse tipo de conta não tem custos, fica no banco escolhido pelo patrão e só ele pode fazer depósitos (Foto: Reprodução)

Uma nova regra do Conselho Monetário Nacional (CMN) que começou a vigorar no domingo, 1º de julho, permite que os trabalhadores transfiram o pagamento da conta salário não apenas para contas de outros bancos, mas também para contas de startups financeiras, ou fintechs, e de outras empresas não bancárias. Para especialistas, a medida aprovada em fevereiro abre um leque de opções de serviços, taxas e empresas disponíveis para o empregado, já que a conta salário tem uma série de restrições.

Esse tipo de conta não tem custos, fica no banco escolhido pelo patrão e só ele pode fazer depósitos. Além disso, há limites de saque, horário, cheques e não é possível fazer compras online.

Antes da nova regra, para fugir desses entraves na hora de mexer no próprio dinheiro, o trabalhador deveria ir até o banco escolhido pelo patrão para transferir o pagamento para uma conta corrente, operada também por um banco e sujeita a taxas.

Agora, ele também poderá levar seu salário, sem custo, para as contas de pagamento pré-paga, operadas por instituições não financeiras, como fintechs, instituições de pagamento e emissoras de cartões de crédito. Basta que o dinheiro caia nessa conta para que o empregado possa pagar contas, sacar sem limites de horário, fazer compras via aplicativos, até obter crédito e fazer investimentos.

Estadão